segunda-feira, 6 de julho de 2009

TEM GENTE NOVA AQUI EM CASA


BURRICE EMOCIONAL & LEGO



Lendo a coluna do jornalista e coordenador do programa de pós-graduação em que estudo, me deparo com o termo 'Burrice Emocional'. No final do texto, lá estava a conceituação:
Burro Emocional é aquele que é cego para as oportunidades.

Eis que nas minhas observações cotidianas e neste momento turbulento de afazeres acadêmicos e profissionais, percebo que a minha fase de 'burra emocional' passou, ou pelo menos, não estou nela.

O tal do inferno astral não me abateu, pelo contrário, aconteceram coisas bem legais. No desenrolar desses acontecimentos tive que tomar algumas decisões, me posicionar, dizer a que vim e quais eram os meus objetivos. Deu certo.
Minha oratória anda muito melhor do que antes. A percepção sobre mim mesma anda aguçada.
Isso faz
toda a diferença. Atrai. Cataliza.

Acho que o Retorno de Saturno, esse sim, veio.
... coisas se encaixando, fazendo sentindo, fechando e/ou abrindo ciclos...

Dá até para utilizar a metáfora do Lego e dizer que quando realmente começamos a ter e perceber as rédeas das nossas vidas nas mãos, há quase que uma estruturação em forma de Lego, onde as pecinhas vão se juntando e formando o que havíamos visualizado.
O curioso é que isso pode acontecer aos 20, aos 23, aos 30, aos 42....e se repetir, em áreas e em momentos diferentes da vida da gente.

Estava com saudades de vir aqui!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

CONVÉM CONTAR?



A semana foi um tanto quanto tumultuada.
Alguns acontecimentos fizeram com que ela se tornasse muito peculiar.
Entre encontros e desencontros um pensamento, ou melhor, um questionamento, não saiu de minha cabeça: o que convém contar?
Numa das sessões de terapia, papo vai papo vem, me deparo com essa pergunta, o que realmente vale a pena estar sendo colocado em palavras?
Óbvio que essa questão surgiu a partir de um acontecimento que mexeu comigo sobremaneira. Tanto que continuo a trazer a tal da pauta sempre que encontro alguém que possuo afinidade e que me sinta confortável em estar conversando.
Sim e com isso a energia da pessoa se esvai.
E cada vez mais me dou conta que me deixo influenciar demais pelos problemas dos outros e acabo por colocar os meus num segundo plano.
Acabo canalizando as forças para a direção errada.
Mas voltando a questão. Por que será que acabamos contando certas coisas para as pessoas, as quais não precisavam ser ditas, pelo menos não em tantos detalhes?
Acredito que há uma tendência nos seres humanos em falar mais do que ouvir.
Sempre fui mais “ouvinte” do que “falante”, tenho no meu eneagrama a característica de confidente, me procuram muito para pedir conselhos e contar segredos, mas nós últimos anos, como devem estar percebendo meus amigos mais íntimos, ando falando mais do que devo e metendo a colher em questões que não me dizem respeito.
Aí quem acaba pagando o pato sou eu.
Um saco tudo isso, uma grande bobagem, que acabou se transformando numa situação muito constrangedora.
Me meti ou fui metida nela, depende do ponto de vista ou da vista do ponto.
O lance é que estou aqui, assimilando o que me foi dito e pensando cá com meus botões que raios tenho eu haver com toda essa situação que se criou...
A frase do Sartre caiu como uma luva
“O inferno são os outros”.
O pior é saber que não fui eu que me coloquei nessa condição, fui colocada por terceiros, me chamaram para uma relação que nem mesmo sabia que eu era tão importante.
Claro que o meu ego de leão e a minha soberba, por vezes, prevalecem, mas não posso me sentir culpada por acontecimentos dos quais não tenho controle, não tenho alcance para estar mudando, não tenho como tocar, muito menos me explicar. By the way, me explicar do quê? Seria como tentar elucidar o que eu não fiz.

Todo esse papo pode estar parecendo meio desconexo, mas me faz bem falar aqui no blog, assim convém, desta forma e neste espaço.

E não só porque hoje é Dia dos Namorados, mas principalmente porque tenho um que me faz tão bem que convém, sim, falar o quanto é bom estar ao lado de uma pessoa que acredita que os meus desejos são importantes, que são eles que me fazem sentir viva, que me movem.

É maravilhoso saber que estou com alguém que não me imobiliza, que não me limita, pelo contrário, faz com que eu seja cada vez mais eu, com meus amigos doidos, minhas crenças malucas e tudo mais que cabe em mim....


Para teminar, deixo uma mensagem, pode parecer meio piégas, mas fez todo o sentido quando me falaram.


Sócrates, ao ser abordado por um rapaz que diz que precisa lhe contar alguma coisa, pergunta:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

- Três peneiras? - questiona o rapaz.

- Sim ! A primeira peneira é a VERDADE.
O que você quer me contar dos outros é um fato ?
Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo.
Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira a BONDADE.
O que você vai contar é uma coisa boa?
Ajuda a construir ou destruir o caminho do próximo?
Se o que você quer contar é VERDADE e for BONDADE, passe para a terceira peneira: a NECESSIDADE.
Convém contar? Resolve alguma coisa?

E assim o rapaz calou-se, retirou-se e seguiu seu caminho.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

BARES, NOITE E AFETO


E numa noite dessas, ainda de outono, com cara de inverno, tive a oportunidade de ir a dois tipos de bares: um com afeto e outro sem afeto.

Explico. Esse conceito surgiu durante o segundo copo de chope que tomamos no primeiro bar, o qual não tinha afeto.
Foi essa a palavra que melhor exprimiu o que estávamos sentindo. Após algumas observações e acontecimentos, como não nos deixarem sentar em uma outra mesa, porque não podiam separá-las ou nao nos atenderem com a devida atenção, chegamos a conclusão que aquele bar não tinha afeto.

Ele era uma gracinha, por sinal, tinha tudo para ter afeto, mas não tinha. Decoração bonita, pé direito alto, luminotécnica do ambiente foi pensada... O próprio conceito do bar, que agora anda na moda por Porto Alegre, Boteco Carioca, era interessante, só que não tinha chope escuro (uma tradição nos reais bares cariocas). Além disso, tudo era bem mais caro do que o normal, na verdade eles super tentaram transportar o Rio de Janeiro para Porto Alegre, mas não vingou, ficou fake, palavra essa que também caracterizou algumas pessoas que lá estavam.

Os músicos (não só porque eram nossos amigos) estavam ótimos, repertório excelente, só que ninguém além de nós estava prestando atenção na música deles. Um som ambiente, mecânico, ou um pianista e um guitarrista, ao vivo, deram no mesmo. Quase configurando um autismo coletivo.

... em resumo, um bar "híbrido" e consequentemente sem afeto.

Ok, entendemos alguns argumentos de que o bar é novo, que as pessoas o estão conhecendo, se ambientando e tatátá...só que assim ó, esse bar never, ever vai ter o afeto, o acolhimento, e a sensação de pertencimento que o seguinte bar daquela noite nos proporcionou.

Assim que chegamos no bar com afeto fomos recebidos por conhecidos, o que já configurou uma sensação de identidade. Conseguimos uma mesa que contemplou fumantes e não fumantes, além de estarmos bem pertinho dos músicos, que não tinham a mesma qualidade técnica dos primeiros, lá do bar sem afeto, mas que tentaram e conseguiram fazer com que todos ali se sentissem em casa.

.... em resumo, um bar "com alma" e consequentemente com afeto.

Não preciso dizer que ficamos por lá até o assunto acabar.

Depois falo das Ilusões Polianas, outra pauta daquela noite.

Contribuiu para a criação do conceito a Isabelita Perón.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

COMO RISCO EM PAPEL




Nos dias 22, 23 e 24 de maio o espetáculo solo de dança contemporênea COMO RISCO EM PAPEL esteve em cartaz, em São Paulo, no teatro da Cultura Inglesa.
Marcela Reichelt, como já falei por aqui, concebeu e interpretou o espetáculo que teve como inspiração o filme O livro de Cabeceira (1996) do Cineasta Gales Peter Greenaway.
COMO RISCO EM PAPEL opta por trabalhar com a capacidade de produzir informações que se alimentem e modifiquem durante a execução da coreografia, desta forma ela transita num campo de possibilidades que condiciona a linha de movimento. Marcela mergulha nesse campo de movimentos instaurando maneiras de escrever através de ações corporais, utilizando de princípios de organização natural do próprio corpo (informações retiradas do release do espetáculo).

Agora, é esperar para ver se Porto Alegre será contemplada com o evento. Será que há essa possibilidade, Marcela??

segunda-feira, 25 de maio de 2009

ESTÔMAGO

...e tem que ter muito "estômago" para seguir com as demandas e submissões que a vida acadêmica ocasiona.... o bom é saber que mesmo no meio de todo o caos, as coisas boas da vida continuam a se fazer presente...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

POSTURA


Mudanças de postura, no sentido de conduta de atitudes, me ocorreram, agora, como uma das possíveis explicações para que amizades, que por um determinado espaço de tempo foram muito próximas e íntimas, o deixem de ser.
Mudança de cidade pode fazer isso com as amizades? Pode, mas a troca de cidade necessariamente não muda a postura de uma pessoa.
Será que às vezes é necessário bater em retirada e mudar de postura com alguns amigos?
Se a amizade está fazendo mal para a vida do indivíduo acho que é válido sair de cena e mudar de postura, mas tenho cá pra mim que as atitudes que promovem e cultivam uma amizade é justamente a não mudança de postura, aquela coisa de saber que does't matter what aquela pessoa vai estar ali, a tua espera, toda ouvidos.
Que fique claro que a não mudança de postura a que me refiro não significa a não mudança ou a não "evolução" do indivíduo, não é disso que estou falando.
Eu não tenho a intenção e nem mesmo a necessidade de mudar de postura com os meus amigos.
Já me bastam algumas dores nas costas e outras no coração por alguns que já não tenho mais.
Fico aqui, reta, parada, quase que meditando, esperando que os amigos venham ver que a minha postura continua a mesma. Talvez eu precise de um pouco de RPG - reeducação postural global.
Fui!

PROJETO RONDON



Estou participando do Projeto Rondon. Na coordenação da chamada operação Nordeste-Sul, juntamente com uma professora da PUCRS e mais dois outros docentes da UnB.
Aquelas coisas que acontecem na vida da gente quase sem querer.

Através de uma falha no sistema me acharam. Salve o bug!

Analisando mais de perto, acredito que com bug ou sem bug eu estaria nessa.

O Projeto Rondon foi muito difundido nos anos 70 e 80. Ouvi falar de histórias de pessoas que foram para comunidades indígenas, na Amazônia, Tocantins, Roraima...quase que um mito, aquele avião da FAB levando os estudantes para os lugares mais distantes deste Brasil.

Ele foi extinto em 1989 e somente em 2005 retomou as atividades.

Hoje, o Projeto Rondon é uma ação do Governo Federal, coordenado pelo Ministério da Defesa que tem como um dos objetivos viabilizar a participação do estudante universitário nos processos de desenvolvimento local e de fortalecimento da cidadania, em diferentes municípios brasileiros.

20 municípios em torno da cidade de Santa Maria foram escolhidos pelo ministério da Defesa, através do IDH, para receber o projeto.

Minha cidade é Tupanciretã!!!!

Que na língua indígena quer dizer Tupan=Deus, Cy=mãe e Retan=terra, ou seja "Terra da mãe de Deus"...socuero!!

Mas resumindo a ópera, eu e a professora Andréia da UnB estivemos por lá, na semana passada, para fazer uma viagem denominada de precursora, uma visita de reconhecimento do município, uma espécie de diagnóstico para verificar se os projetos de oficinas que foram descritos no papel condizem com a realidade do local.

O próximo passo é formar as equipes que terão estudantes de vários cursos devido às temáticas e demandas variadas que surgiram no municipio, como por exemplo, a questão do empreendendorismo rural, já que Tupanciretã possui muitos agricultores e famílias assentadas.

A operação irá ocorrer dos dias 10 à 26 de julho. Durante quinze dias, duas equipes, uma da PUCRS e outra da Unb, com seis estudantes e dois professores coordenadores cada, estarão neste munícipio trabalhando de maneira concomitante e complementar.

Para fins acadêmicos e também pela indicação de uma querida amiga vou fazer uma espécie de diário de viagem, com informações que poderão ser úteis nos próximos anos.

O que rolar de mais interessante eu conto por aqui!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

ALL WE NEED IS LOVE...


Mexendo no material da Especialização encontrei algumas páginas xerocadas do livro LOVEMARKS que a prof. de publicidade nos deu como referência. O livro fala sobre marcas, mais precisamente em como atrelar emoção e sentimento a um produto. Ele é bem diferente, colorido, com fotos, fontes diferentes e etc. e tal. O título da pág. 52 é:

SEIS VERDADES SOBRE O AMOR

A primeira é um alerta. Os seres humanos precisam de amor. Sem ele morrem.

Na segunda, o autor propõe uma definição: Amar significa mais que gostar muito, explicando que não se trata de uma afeição aprimorada e sim, de um sentimento profundo de vínculo.

Na terceira ele traz que Amor diz respeito a corresponder, aplica-se a um sentir intuitivo, delicado. Seus argumentos giram em torno do amor ser sempre bidirecional e que quando não o é, não faz jus à palavra. Ele ainda ressalta que algumas pessoas sempre serão melhores do que outras nessa arte, mas que independentemente disto todos têm a capacidade e a necessidade de amar.

Na quarta verdade o autor refere-se a quem e o que amamos, dando como exemplo a importância não somente do amor romântico entre duas pessoas, mas também do amor entre os casais que estão juntos há muitos anos, do amor na família, do amor de amigos íntimos e das várias experiências que suscitam o sentimento do amor. Para ele são os concertos de Bruce Springsteen, as noites de sábado e uma cerveja gelada. Qualquer coisa que excite.

Na quinta, ele diz: O amor leva tempo. Responder à cadência emocional do amor requer um investimento de anos. O amor tem uma história. O amor nos dá direção e faz de nós o que somos.

Na sexta e última verdade: O amor não pode ser comandado ou exigido. Só pode ser doado. Assim como o poder, você só consegue amor se o transmite.

Ontem, logo alí, no Tempero Rosa, um dos meus points preferidos do momento, conversávamos sobre ser solteira, casada, filhos e outras cositas mais. Claro que não chegamos a um denominador comum em nenhuma das pautas da noite, mas ficou claro que sim, precisamos de amor, de nos sentirmos amados, vínculados, não somente ao "homem" ao a "mulher" de nossas vidas, mas à todas as coisas que nos dão prazer e consequentemente, nos fazem sentir amor. É a capacidade de senti-lo e de percebê-lo que faz com que as pessoas sejam completamente diferentes uma das outras neste quesito. O Amor próprio talvez seja o que mais revela essas diferenças.

Deixo você com a música que deu nome a este post. Have fun!!
p.s: no último minuto do vídeo aparece uma cara conhecida muito bonitinha....



quinta-feira, 30 de abril de 2009

REFLEXIO


Ontem, fui no Santander Cultural ver uma mostra fotográfica muito interessante.

REFLEXIO - Imagem contemporânea na França traz seis artistas franceses. Cada qual com propostas e estilos diferentes, porém com um ponto em comum: trazer alguns recortes da realidade através de diferentes técnicas, questionando os próprios limites da linguagem fotográfica. Todos os artistas se conhecem entre si, mas jamais suas obras haviam sido expostas juntas.

A ideia da mostra é dar um panorama da fotografia contemporânea francesa e compreender o contexto atual da fotografia.
A curadora brasileira da exposição, Ligia Canongia, propõe uma investigação do papel da imagem e discute a inserção da fotografia como uma das mídas mais exploradas na produção contemporânea.

Patrick Tosani e Catherine Rebois discutem a questão do corpo no universo da imagem.
Suzanne Lafont e Eri Rondepierre trazem a possibilidade da fotografia intervir sobre outros meios da cultura, re-propondo suas linguagens originais. Ambos se alimentam do cinema como fonte.
Jean-Luc Moulène e Valérie Jouve (foto acima) investigam a realidade banal da vida cotidiana, seja pela análise da vida nas grandes metrópoles ou pelo comportamento e expressões humanas no dia-a-dia.

"REFLEXIO" é a origem etimológica latina de dois termos: reflexo e reflexão, palavras que exprimem o conceito e a identidade da exposição.

Vale a pena conferir, o Santander Cultural está mais bonito do que já é.
O cafézinho no Café do Cofre deve fazer parte da visita.

terça-feira, 28 de abril de 2009

FUI LOGO ALI....












...e já voltei, desculpe o sumiço...

andava envolvida com acontecimentos bem interessantes, que assim que der e fechar "novos negócios" eu conto.

Aliás, todo o "mise-en-scène" em torno de propostas para vender o meu trabalho de escrita, geralmente, me deixam meio lost. É que eu acho que é um trabalho que não dá pra mensurar assim, exatamente. Depende do tempo que vou levar para escrever, da demanda de pesquisa envolvida, do que o cliente já tem pronto, e etc.. o que a maioria das pessoas não entende é que escrever é muito mais uma questão de transpiração do que de inspiração, pelo menos no meu caso.

Além de possíveis novos jobs andei envolvida com os atuais e com as disciplinas que estou fazendo, neste semestre, no mestrado. Também fui logo ali, no Uruguai, mais precisamente em Cabo Polônio.

Uma praia linda, linda, cheia de casinhas brancas, sem energia elétrica e água corrente.

Há 70 moradores por lá. Durante a temporada de verão aumenta para 3.000. O acesso só se dá através de carros 4x4 (há uma empresa que faz o transporte), pois as dunas de areia são muitas e maravilhosas. Um lugar insólito e inusitado. Tem um farol lindo e muitos lobos marinhos em cima das pedras do costão na praia....além de uns artistas doidos que fazem um trabalho muito legal, como é o caso da última foto que estamos na língua da boca, um restaurante muito tri, todo peculiar, chamado La Gulosa.

O Cabo Polônio é daqueles lugares que dá vontade de voltar. Isso aconteceu conosco, pois exatamente um ano depois voltamos. Só que desta vez não apenas para passar um simples dia e sim para dormir 3 noites.

Tudo regado à muita luz de velas, lareiras, fogueiras, via láctea e vinhos, que adquirimos por módicos preços naquela passadinha básica pelo Chuy. Além de muitas bombeadas para retirar a água do poço e ter um fio de água corrente nas torneiras da casa, o banho foi uma experiência a parte, muito legal se tomado a dois (alias, tem que tomar a dois, do contrário fica muito complicado).

Deixo algumas fotos aí em cima para você ver do que estou falando (na primeira aparece ao fundo a casinha que alugamos, com telhado verde, estávamos indo rumo a praia, para ver o por do sol)
Fico por aqui, pois amanhã cedo tenho uma reunião de bussines!
See you soon!
p.s: legal que tem gente nova lendo o blog e se tornando seguidores.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

KUNDERA


"Há momentos na vida em que é preciso bater em retirada. Em que é preciso abandonar as posições menos importantes para preservar as posições vitais"

"Atravessamos o presente praticamente de olhos vendados, mal podemos pressentir ou adivinhar aquilo que estamos vivendo, mais tarde, quando a venda é retirada, percebemos o que foi vivido"

(Milan Kundera, em Risíveis amores)

MENTIRA


E no último encontro entre amigos, aqui em casa, descobri que a música aquela do Djavan, Flor de Lis, não foi composta da maneira trágica que relatei aqui.

Recebi a informação sobre a música de uma amiga. Ainda não falei com ela sobre o equívoco, mas com certeza ela deve ter ouvido de uma outra pessoa e me repassou a informação, pois me contou com a maior certeza do mundo.

Acontece que é tudo mentira, nada daquilo aconteceu, alguém inventou, colocou na internet e pronto, o boato se espalhou e quase virou realidade.

Doido isso, pois eu nem fui checar a informação (erro primário), achei que tinha tudo a ver (pior que tinha mesmo) e coloquei aqui no blog. Foi mal. Aí, fui no site oficial do Djavan e tinha uma nota explicando que desde 2007 esse boato andava rolando na net e que eles tomaram conhecimento a pouco tempo, bibibibóbóbó....

De qualquer forma, a música continua linda. E sua forma de criação deve ter sido mais interessante e mais feliz do que aquela.

O engraçadinho(a) que inventou a história deve ter dado muita risada.

É engraçado mesmo essa sociedade em rede em que vivemos.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

CONEXÕES URBANAS



O Multishow tem trazido temáticas bem legais para a telinha.

O programa Conexões Urbanas estreiou em outubro de 2008 e já está indo para a sua segunda temporada. Sempre às 21he45min das segundas feiras ele entra no ar.

Os criadores do programa são Augusto Casé, Rafael Dragaud e José Júnior, coordenador executivo do Afro Reggae. Aliás, vale a pena assistir o Favela Rising, documentário que narra basicamente duas histórias: uma é a história da favela como espaço de resistência, criatividade, beleza e produção simbólica, muito distante dos estereótipos de carência, crime e miséria; outra é a história de redenção de inúmeros jovens através da arte. Favela Rising conta a luta cotidiana das comunidades populares do Rio de Janeiro e também mostra o empenho de seus personagens para tomar nas mãos o próprio destino ( www.afroreggae.org.br)

Mas voltando ao programa em questão, nas palavras de José Júnior, também apresentador do Conexões Urbanas: “Mais do que um programa de TV, o Conexões Urbanas é o braço televisivo de um movimento sócio-cultural. É o coroamento de uma trajetória que finalmente chega à tela da televisão e através dela já planeja seus próximos passos”.

Dá um look nas vinhetas do programa (que aparece no meio e no final do video abaixo) e nos diferentes assuntos que o programa aborda. Quem sabe um dia ainda não vou aparecer nesse programa ou trabalhar em sua produção. Who knows?

See you soon!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

RELAÇÕES PARTE II - Sutilezas e Afinidades

Adoro perceber que tenho afinidade com algumas pessoas.

Num sábado desses recebi uma visita, ou melhor duas (é que uma tinha só oito meses de idade, uma fofa) que me fizeram perceber essa questão da afinidade. Minha amiga e agora, também mãe, é daquelas pessoas que eu adoro estar junto pelo simples fato de sentir que, apesar do tempo passar e de tomarmos rumos diferentes na vida, continuaremos a ter afinidade.
Compatibilidade, semelhança, conexão, identidade, ligação, atração e empatia são sinônimos de afinidade e ela pode surgir de uma hora para outra, basta alguém com a mesma freqüência energética que a sua ou com o mesmo santo que o seu cruzar o seu caminho.

É impressionante isso! Não é a toa que os loucos se atraem e que há tantas e diferentes tribos por aí.
Talvez a afinidade seja o mais penetrante dos sentimentos e ao mesmo tempo o mais independente, pois é um sentir com, que significa o contrário de sentir pelo, ou para ou contra...
É tudo muito sutil, há muita sutileza na afinidade.
As coisas não precisam ser ditas, nem pensadas, pois ou tu tens afinidade com uma pessoa ou tu não tens. Meio termo disso existe, só que se carrega em virtude de não podermos ser chatos e antipáticos em só nos relacionarmos com que temos afinidade.
Muitas vezes temos que socializar com alguém que não nos identificamos, mas faz parte, não adianta espernear (se bem que de vez enquando dá uma vontade louca de simplesmente não socializar com quem não nos sentimos em sintonia, but, life is hard...).
A sutileza consiste naquelas pequeeeeeeenas coisas, naqueles míiiiininos detalhes, que fazem toda a diferença.
É tudo uma questão de delicadeza, perspicácia, acuidade, argúcia...é bem de leve, digamos assim, mas é nesse movimento que a sutileza se desenha.
É através dela que se percebe quem tem ou não afinidade.

E numa outra noite dessas, ainda de verão, percebí que algumas pessoas não a tem, mas super tentam tê-la.
Isso é bem perceptível aos olhos de quem está de fora, mas às vezes se torna invisível para quem está dentro da relação.
Mil coisas, mas fico por aqui, pois como é raro ter afinidade vou aproveitá-la com muita sutileza... já que hoje estou de aniversário...comemorando alguns anos ao lado de uma pessoa com a qual tenho uma conexão que ultrapassa essa existência...

sexta-feira, 27 de março de 2009

RELAÇÕES - PARTE I


Acredito e concordo com um querido amigo fotógrafo que vive repetindo que o grande problema dos seres humanos são as relações, ou melhor, de que os seres humanos não sabem se relacionar.
Dentro deste escopo há uma série de enfoques e o que eu vou abordar hoje são as relações de trabalho, mais precisamente sobre as relações de chefia e seus funcionários.

Não sou nenhuma expert em gestão de empresas, nem tenho MBA, mas o que mais se fala hoje, além do termo sustentabilidade no mundo corporativo é o capital social de cada empresa, que é nada mais, nada menos do que seus funcionários.

Líder, aquele verdadeiro e nato, é aquele que não precisa dizer que quem manda no pedaço é ele. Lider é justamente o contrário, não precisa reiterar com palavras isso, pois suas atitudes já o demonstram como tal.
Sei que ser funcionário é bem diferente do que ser o dirigente de uma empresa. Já fui braço direito de uma e sei como algumas visões são diferentes, mas o grande trunfo do dirigente, e é ai que mora o cerne de toda a questão, é fazer com que seus funcionários consigam pensar como ele. Esse é o verdadeiro líder de que falava antes. Sem, é claro, ter que impor isto.
Um bom líder, acredito eu, é aquele que, por muito tempo, foi um funcionário e por isso mesmo consegue entender o outro lado da moeda.

Não consigo compreender como que, em algumas empresas, ainda se pensa tão pequeno e se coloca o funcionário em segundo plano. Também não consigo entender como que um dirigente pondera e fica melindroso perante as atitudes de um funcionário, quando o mesmo começa a ter autonomia sobre suas atividades. Parece coisa de maluco, pois quanto mais o funcionário conseguir resolver os problemas da empresa sem precisar do dirigente melhor. Mas não é assim que a maioria deles pensa. Pelo contrário, é nesses momentos que aquele que não é e nem se reconhece como líder grita aos quatro ventos: quem manda aqui sou eu, não tu. Tens que te colocar no teu lugar!!

Afinal, de que lugar estamos falando? Tendo em vista que o que mais se fala hoje nas salas de aula, inclusive nas aulas de mestrado em comunicação é a tal da administração horizontal. Por que alguém estaria acima e outros abaixo se todos estão no mesmo barco? Isso é arcaico!!!! Come on!!!

Nem vou entrar no mérito de que o líder precisa estar constantemente atento a seu funcionário, respeitando-o, motivando-o, além de tentar descobrir suas qualidades e desenvolvê-las, isso é básico. Pena que a maioria dos dirigentes das empresas não entende isso, tendo o $$$$$$$$$$$$$$$$ como principal e primordial foco.

Estava escrevendo um livro para um administrador de empresas e durante os meses de pesquisa ele me deu para ler O monge e o executivo. Entre as coisas que mais me chamaram atenção foi o autor dizer que o amor faz parte do mundo dos negócios e que ele é um comportamento e não um sentimento. O autor disse também que um dos grandes segredos para um dirigente é liderar com autoridade e não com exercício de poder. Isso é muito sútil, mas faz toda a diferença (ah, eu preciso falar sobre sutilezas, próximo post será sobre isso).

Fico por aqui hoje! Voltaremos!

terça-feira, 17 de março de 2009

O CAMINHO DAS PEDRAS
























Final de semana retrasado percorri, literalmente, o caminho das pedras.
As fotos acima mostram um pouco da trilha que durou 9 horas. Claro, paramos para tomar banho de cachoeira várias vezes, comer, descansar um pouco....mas saimos às 10h da manhã da sede do Ibama e retornamos as 19h. Enfim, muitas horas na função.

Estávamos em 6, ou melhor, em 7, contando com o guia, que teve um papel coadjuvante importantíssimo na nossa expedição.

Iniciamos em Praia Grande, uma pequena e bucólica cidade no extremo sul de Santa Catarina, conhecida como a cidade dos Canyons e que praticamente vive do turismo, recebendo gente do mundo inteiro.

Nosso destino era chegar aos pés do Canyon Itaimbézinho e admirar lá de baixo toda a sua grandiosidade e beleza.
O time era eu, Marcelo, Tiago e Gláucia (vulgos Dêgo e Dêga, nossos parceiros prediletos de viagem) e Leandro e Ju, um casal que vive viajando para lugares interessantes. Inclusive muitas das fotos acima são do Leandro, designer e programador visual, vale a pena acessar seu site http://www.zorek.net/ e dar uma olhada nos países que ele já percorreu.

O caminho começou fácil, com uma trilha leve, com gramadinho e tudo, mas assim que terminou essa parte ligth, o caminho das pedras teve inicio, além de muitas, mas muitas travessias de rio com água pelos joelhos e pedras soltas....beeem interessante....uma trilha que exigiu, além de esforço físico, muita atenção, pois qualquer passo em falso poderia ter consequencias graves.
E imagina que interessante seria ter uma torção do tornozelo em pleno "meio do caminho"... então, com as super dicas do guia, lá fomos nós, mega atentos às pedras soltas, à correnteza, às aranhas de pedra, aos ninhos de cobras sinalizados e etc., e etc. que a vida selvagem pode trazer... (sério, havia pedras empilhadas, deixadas por outros guias, como forma de avisar que naquele local poderia ter ninho de cobras...)

Nas últimas duas horas eu não aguentava mais, meu joelho esquerdo começou a latejar, perdi uma das solas de meu tênis e comecei a rir, pois em momento algum estava ali por obrigação e sim por livre e espontânea vontade e, de certa forma, foi engraçado me dar conta disto.

Tirando as duas últimas horas, o restante foi indescritível, com um visual que nunca tinha visto antes e uma sensação de pequenez que a natureza sempre traz.
A máxima de que "O caminho das pedras sempre te conduz a um lugar especial" se aplicou.

A metáfora das pedras como obstáculos na vida não é por acaso.

Que graça teria conquistar facilmente os nossos objetivos? Não há dúvidas de que para as nossas mais importantes conquistas e êxitos sempre há muitas pedras no caminho ou no mínimo algumas aranhas ou um riozinho para atravessar.

segunda-feira, 9 de março de 2009

ARTE X AMIGOS II






















Ainda no quesito arte e amigos a temática, agora, é a fotografia.
As imagens acima são de Beto Rodrigues, fotógrafo profissional há mais de 15 anos e um do meus melhores "parceiros nos crimes", se é que você me entende.

Conheci ele através de uma colega da faculdade, num domingo de 2001, no antigo Escaler, no Bom fim . Mais tarde, ainda naquele ano, um tal de Bicudinho, também colega da faculdade e que era estagiário da empresa em que o Beto trabalha, tratou de nos aproximar novamente.

Aí, não teve mais jeito, nos apaixonamos.

O Beto tem um talento que vem se aprimorando com o tempo de uma maneira muito peculiar.
Cada novo trabalho que vejo dele consigo perceber a sua evolução.
Posso ser mais do que suspeita para falar, mas as fotos não me deixam mentir.
Seu acervo gira em torno de temáticas variadas, que vão desde a gastronomia até as artes.

A fotografia teve iniciou na vida de Beto Rodrigues quando, ainda adolescente, seus pais o presentearam com uma Kodak Instamatic 126mm. Um presente despretencioso, mas que se tornou determinante para a sua carreira.

Atualmente, ele compõe a equipe de Assessoria de Comunicação do Grupo CEEE e atua como fotógrafo free lancer para agências de publicidade, empresas e clientes.
Seu site está em construção, assim que estiver no ar eu o coloco aqui para você conhecer mais o acervo e o olhar deste ótimo e querido fotógrafo.
Para contatos imediatos com ele:

quarta-feira, 4 de março de 2009

ARTE X AMIGOS




Sou fã das pessoas que vivem da arte, especialmente quando são meus amigos.
Conviví intensamente, dos 4 aos 17 anos, com Marcela Reichelt, bailarina profissional, que atua no Grupo Cena 11 de Florianópolis e que acaba de ter seu trabalho reconhecido mais uma vez.
Ensaiamos nossos primeiros passos juntas, no palco, quando crianças.
Ela escolheu o caminho da dança e vem colhendo os frutos de uma vida dedicada à ela.
Reproduzo matéria veiculada no Diário Catarinense em 10 de fevereiro de 2009.

Papel em movimento
Jacqueline Iensen
Diário Catarinense

Quando tinha quatro anos, Marcela Reichelt deu seus primeiros passinhos numa escola de balé, em Porto Alegre. A menina de pele alva, cabelos pretos e olhar expressivo cresceu às voltas com as sapatilhas, os aplausos e uma intensa rotina de exercícios. Hoje, aos 29 anos, a bailarina que integra o elenco do arrojado Grupo Cena 11 festeja a seleção do projeto Como Risco em Papel no
13º Cultura Inglesa Festival.

Com as credenciais de quem atua há sete anos no Cena 11, o trabalho concebido por Marcela está gerando muita expectativa. Primeiro pela atitude inovadora da bailarina, que tem no espetáculo uma oportunidade de dar sequencia às suas pesquisas. Segundo porque usa como referência a obra do artista plástico britânico Peter Greenaway. Portanto não espere nada linear, retilíneo, limpo, mas um jogo de cenas que revelam um modo muito particular de ler a vida por meio da dança.Ainda em fase de execução, a bailarina e também diretora conta que seu Como Risco em Papel é uma grande colagem.

– A ideia é trabalhar uma complementação de imagens com movimentos ao vivo – observa.
Mas a cabeça inquieta de Marcela não faz apenas transposição da obra de Greenaway do papel para o palco.
– Eu apenas sigo a temática, não faço uma cópia fiel do trabalho dele. Eu retrabalho referências onde a música, a imagem, o movimento do corpo e das cenas ganham um novo sentido tanto para mim quanto para quem assiste – diz a jovem que, com objetos de cena e vídeo, vai explorar a rica produção deste artista, formada por pinturas, colagens, desenhos, vídeos e fotografias.

Marcela não está sozinha nesta empreitada. Ao seu lado, outros cinco gabaritados profissionais dão forma e conteúdo ao projeto, um dos 12 vencedores entre quase 300 concorrentes que participaram do edital do Cultura Inglesa. Como Risco em Papel tem direção e concepção de Marcela, direção musical de Diogo de Haro, concepção visual de Tiago Romagnani, produção de Phelipe Janning e Marcos Klann e ilustrações de Pedro Franz. Um grupo que integra a elite da nova geração de artistas de Santa Catarina.

A 13ª edição do Cultura Inglesa será realizada entre os dias 5 e 23 de maio no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo, e contempla, além da dança, teatro (adulto e e infantil), cinema digital; e trouxe neste ano algumas novidades. Além de distribuir R$ 496 mil para a execução dos selecionados na área de teatro (adulto e infantil), pela primeira vez os artistas puderam inscrever projetos inspirados na literatura e na poesia britânica – e não apenas em textos dramatúrgicos. Na área de Cinema Digital, além de serem exibidos nas filiais da Cultura Inglesa, os curtas-metragens terão apresentações itinerantes em cine-caminhões, cuja programação ainda não foi divulgada.

terça-feira, 3 de março de 2009

CEDEJOR

E não é que tá rendendo o artigo aquele ainda.
O Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural - CEDEJOR - com sede aqui em Porto Alegre, também entrou em contato para publicar o meu texto, está lá, com minha fotinho e tudo como artigo inaugural do site deles, http://www.cedejor.org.br/, na página inicial.
O CEDEJOR é uma OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público) que surgiu através de um grande processo de mobilização e de debates entre lideranças do meio rural, representantes da sociedade, do Instituto Souza Cruz, da academia e de pessoas ligadas aos poderes públicos para a implementação do Programa de Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR).
O público para o qual suas atividades são priorizadas é a juventude rural. Jovens com idade entre 16 e 24 anos, que preferencialmente tenham concluído o ensino médio e que pretendam desenvolver projetos e empreendimentos que possuem como base o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento do tecido sócio-organizativo do meio rural.

segunda-feira, 2 de março de 2009

I'm back!


Depois de um carnaval na companhia de pessoas especiais estou de volta ao contexto urbano.
Teve baile de máscaras e tudo, as risadas foram constantes e as caipirinhas também.

Com exceção de uma noite, que consegui pegar a padaria já aberta às 7h da manhã, o restante foi bem tranquilo, com jantinhas maravilhosas que contemplaram todos os gostos através de um cardápio variado. Tivemos desde uma moqueca "degósa", feita pelos "dêgos", até pizzas caseiras com pizzaiolo private.

Tudo regado a muita coca-cola e leite com nescau, of course!

Suzy, our friend from France, se fez presente em todas as noites e acalorou nossos papos e risadas!

Rolou até uma junção de amigos queridos da cena musical porto alegrense por lá, o que foi bem interessante observar as pessoas fora de seus circuitos habituais e sob outra atmosfera.

Acho que a praia dá leveza para as pessoas, mas para aquelas que já se encontram num estado relativamente sereno, do contrário, a magia da orla deixa transparecer mais ainda as angústias, os medos e os nossos vícios emocionais.

Papo de doido esse!

E por falar em loucuras, a Simone e o Sartre continuam me deixando de cabelo em pé.

Agora, ela perdeu o emprego na Universidade por causa da repercussão de uma queixa ao Ministério da Educação Francês, vinda da mãe de Nathalie Sorokine, uma aluna de bacharelado de Simone, que virou sua melhor amiga e amante. Todo o "clã" Sartre foi convocado a depor, e muito bem instruídos, negaram tudo. Por falta de provas o caso foi encerrado, mas todo o auê em torno do acontecido fez com que o reitor da Universidade de Paris desligasse Simone de Beauvoir do corpo docente. "Simone não possuia domicílio fixo, morava em hotéis, corrigia os trabalhos dos alunos em cafés, e, numa época em que a França tentava urgentemente restaurar os valores morais, dava aulas sobre os escritores homossexuais Proust e Gide".

Mesmo suas credenciais acadêmicas sendo impecáveis, Simone teve que deixar de lecionar por causa da moral e dos bons costumes. Após 12 anos dedicados as aulas, ela iniciou com mais afinco seu viés de escritora, o que lhe rendeu muitas viagens e meetings com gente interessantíssima, como Albert Camus.

Além de ser apresentada à Picasso e almoçar com ele e sua amante, Dora Maar, diversas vezes, em um restaurante catalão que tinha vista para o rio Sena. Em suas memórias, Simone conta que Picasso "sempre os recebia com uma vivacidade esfuziante e que embora tivesse uma conversa brilhante e alegre, não se conversava exatamente com ele. Antes, podia-se vê-lo monologando".

Isso é coisa de doido total! E ele era um completo doido!!

Voltaremos!