Um blog que nasce nos últimos dias de 2008, no litoral catarinense, através de um claro 3G e de uma pergunta: tu não queres fazer um blog? Aqui, pretendo transformar em palavras minhas ideias, pensamentos e partes do meu cotidiano.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
BURRICE EMOCIONAL & LEGO

Minha oratória anda muito melhor do que antes. A percepção sobre mim mesma anda aguçada.
Isso faz toda a diferença. Atrai. Cataliza.
... coisas se encaixando, fazendo sentindo, fechando e/ou abrindo ciclos...
sexta-feira, 12 de junho de 2009
CONVÉM CONTAR?

A semana foi um tanto quanto tumultuada.
Alguns acontecimentos fizeram com que ela se tornasse muito peculiar.
Entre encontros e desencontros um pensamento, ou melhor, um questionamento, não saiu de minha cabeça: o que convém contar?
Numa das sessões de terapia, papo vai papo vem, me deparo com essa pergunta, o que realmente vale a pena estar sendo colocado em palavras?
Óbvio que essa questão surgiu a partir de um acontecimento que mexeu comigo sobremaneira. Tanto que continuo a trazer a tal da pauta sempre que encontro alguém que possuo afinidade e que me sinta confortável em estar conversando.
Sim e com isso a energia da pessoa se esvai.
E cada vez mais me dou conta que me deixo influenciar demais pelos problemas dos outros e acabo por colocar os meus num segundo plano.
Acabo canalizando as forças para a direção errada.
Mas voltando a questão. Por que será que acabamos contando certas coisas para as pessoas, as quais não precisavam ser ditas, pelo menos não em tantos detalhes?
Acredito que há uma tendência nos seres humanos em falar mais do que ouvir.
Sempre fui mais “ouvinte” do que “falante”, tenho no meu eneagrama a característica de confidente, me procuram muito para pedir conselhos e contar segredos, mas nós últimos anos, como devem estar percebendo meus amigos mais íntimos, ando falando mais do que devo e metendo a colher em questões que não me dizem respeito.
Aí quem acaba pagando o pato sou eu.
Um saco tudo isso, uma grande bobagem, que acabou se transformando numa situação muito constrangedora.
Me meti ou fui metida nela, depende do ponto de vista ou da vista do ponto.
O lance é que estou aqui, assimilando o que me foi dito e pensando cá com meus botões que raios tenho eu haver com toda essa situação que se criou...
A frase do Sartre caiu como uma luva “O inferno são os outros”.
O pior é saber que não fui eu que me coloquei nessa condição, fui colocada por terceiros, me chamaram para uma relação que nem mesmo sabia que eu era tão importante.
Claro que o meu ego de leão e a minha soberba, por vezes, prevalecem, mas não posso me sentir culpada por acontecimentos dos quais não tenho controle, não tenho alcance para estar mudando, não tenho como tocar, muito menos me explicar. By the way, me explicar do quê? Seria como tentar elucidar o que eu não fiz.
Todo esse papo pode estar parecendo meio desconexo, mas me faz bem falar aqui no blog, assim convém, desta forma e neste espaço.
E não só porque hoje é Dia dos Namorados, mas principalmente porque tenho um que me faz tão bem que convém, sim, falar o quanto é bom estar ao lado de uma pessoa que acredita que os meus desejos são importantes, que são eles que me fazem sentir viva, que me movem.
O que você quer me contar dos outros é um fato ?
Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo.
Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira a BONDADE.
O que você vai contar é uma coisa boa?
Ajuda a construir ou destruir o caminho do próximo?
Se o que você quer contar é VERDADE e for BONDADE, passe para a terceira peneira: a NECESSIDADE.
Convém contar? Resolve alguma coisa?
quarta-feira, 3 de junho de 2009
BARES, NOITE E AFETO

Foi essa a palavra que melhor exprimiu o que estávamos sentindo. Após algumas observações e acontecimentos, como não nos deixarem sentar em uma outra mesa, porque não podiam separá-las ou nao nos atenderem com a devida atenção, chegamos a conclusão que aquele bar não tinha afeto.
Assim que chegamos no bar com afeto fomos recebidos por conhecidos, o que já configurou uma sensação de identidade. Conseguimos uma mesa que contemplou fumantes e não fumantes, além de estarmos bem pertinho dos músicos, que não tinham a mesma qualidade técnica dos primeiros, lá do bar sem afeto, mas que tentaram e conseguiram fazer com que todos ali se sentissem em casa.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
COMO RISCO EM PAPEL


segunda-feira, 25 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
POSTURA

PROJETO RONDON

sexta-feira, 8 de maio de 2009
ALL WE NEED IS LOVE...

quinta-feira, 30 de abril de 2009
REFLEXIO

terça-feira, 28 de abril de 2009
FUI LOGO ALI....
quinta-feira, 16 de abril de 2009
KUNDERA

MENTIRA

Recebi a informação sobre a música de uma amiga. Ainda não falei com ela sobre o equívoco, mas com certeza ela deve ter ouvido de uma outra pessoa e me repassou a informação, pois me contou com a maior certeza do mundo.
Acontece que é tudo mentira, nada daquilo aconteceu, alguém inventou, colocou na internet e pronto, o boato se espalhou e quase virou realidade.
Doido isso, pois eu nem fui checar a informação (erro primário), achei que tinha tudo a ver (pior que tinha mesmo) e coloquei aqui no blog. Foi mal. Aí, fui no site oficial do Djavan e tinha uma nota explicando que desde 2007 esse boato andava rolando na net e que eles tomaram conhecimento a pouco tempo, bibibibóbóbó....
De qualquer forma, a música continua linda. E sua forma de criação deve ter sido mais interessante e mais feliz do que aquela.
O engraçadinho(a) que inventou a história deve ter dado muita risada.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
CONEXÕES URBANAS
O Multishow tem trazido temáticas bem legais para a telinha.
O programa Conexões Urbanas estreiou em outubro de 2008 e já está indo para a sua segunda temporada. Sempre às 21he45min das segundas feiras ele entra no ar.
Os criadores do programa são Augusto Casé, Rafael Dragaud e José Júnior, coordenador executivo do Afro Reggae. Aliás, vale a pena assistir o Favela Rising, documentário que narra basicamente duas histórias: uma é a história da favela como espaço de resistência, criatividade, beleza e produção simbólica, muito distante dos estereótipos de carência, crime e miséria; outra é a história de redenção de inúmeros jovens através da arte. Favela Rising conta a luta cotidiana das comunidades populares do Rio de Janeiro e também mostra o empenho de seus personagens para tomar nas mãos o próprio destino ( www.afroreggae.org.br)
Mas voltando ao programa em questão, nas palavras de José Júnior, também apresentador do Conexões Urbanas: “Mais do que um programa de TV, o Conexões Urbanas é o braço televisivo de um movimento sócio-cultural. É o coroamento de uma trajetória que finalmente chega à tela da televisão e através dela já planeja seus próximos passos”.
Dá um look nas vinhetas do programa (que aparece no meio e no final do video abaixo) e nos diferentes assuntos que o programa aborda. Quem sabe um dia ainda não vou aparecer nesse programa ou trabalhar em sua produção. Who knows?
See you soon!!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
RELAÇÕES PARTE II - Sutilezas e Afinidades
Adoro perceber que tenho afinidade com algumas pessoas. sexta-feira, 27 de março de 2009
RELAÇÕES - PARTE I

terça-feira, 17 de março de 2009
O CAMINHO DAS PEDRAS





segunda-feira, 9 de março de 2009
ARTE X AMIGOS II











quarta-feira, 4 de março de 2009
ARTE X AMIGOS


Quando tinha quatro anos, Marcela Reichelt deu seus primeiros passinhos numa escola de balé, em Porto Alegre. A menina de pele alva, cabelos pretos e olhar expressivo cresceu às voltas com as sapatilhas, os aplausos e uma intensa rotina de exercícios. Hoje, aos 29 anos, a bailarina que integra o elenco do arrojado Grupo Cena 11 festeja a seleção do projeto Como Risco em Papel no 13º Cultura Inglesa Festival.
Com as credenciais de quem atua há sete anos no Cena 11, o trabalho concebido por Marcela está gerando muita expectativa. Primeiro pela atitude inovadora da bailarina, que tem no espetáculo uma oportunidade de dar sequencia às suas pesquisas. Segundo porque usa como referência a obra do artista plástico britânico Peter Greenaway. Portanto não espere nada linear, retilíneo, limpo, mas um jogo de cenas que revelam um modo muito particular de ler a vida por meio da dança.Ainda em fase de execução, a bailarina e também diretora conta que seu Como Risco em Papel é uma grande colagem.
terça-feira, 3 de março de 2009
CEDEJOR
segunda-feira, 2 de março de 2009
I'm back!
Com exceção de uma noite, que consegui pegar a padaria já aberta às 7h da manhã, o restante foi bem tranquilo, com jantinhas maravilhosas que contemplaram todos os gostos através de um cardápio variado. Tivemos desde uma moqueca "degósa", feita pelos "dêgos", até pizzas caseiras com pizzaiolo private.
Tudo regado a muita coca-cola e leite com nescau, of course!
Suzy, our friend from France, se fez presente em todas as noites e acalorou nossos papos e risadas!
Rolou até uma junção de amigos queridos da cena musical porto alegrense por lá, o que foi bem interessante observar as pessoas fora de seus circuitos habituais e sob outra atmosfera.
Acho que a praia dá leveza para as pessoas, mas para aquelas que já se encontram num estado relativamente sereno, do contrário, a magia da orla deixa transparecer mais ainda as angústias, os medos e os nossos vícios emocionais.
Papo de doido esse!
E por falar em loucuras, a Simone e o Sartre continuam me deixando de cabelo em pé.
Agora, ela perdeu o emprego na Universidade por causa da repercussão de uma queixa ao Ministério da Educação Francês, vinda da mãe de Nathalie Sorokine, uma aluna de bacharelado de Simone, que virou sua melhor amiga e amante. Todo o "clã" Sartre foi convocado a depor, e muito bem instruídos, negaram tudo. Por falta de provas o caso foi encerrado, mas todo o auê em torno do acontecido fez com que o reitor da Universidade de Paris desligasse Simone de Beauvoir do corpo docente. "Simone não possuia domicílio fixo, morava em hotéis, corrigia os trabalhos dos alunos em cafés, e, numa época em que a França tentava urgentemente restaurar os valores morais, dava aulas sobre os escritores homossexuais Proust e Gide".
Mesmo suas credenciais acadêmicas sendo impecáveis, Simone teve que deixar de lecionar por causa da moral e dos bons costumes. Após 12 anos dedicados as aulas, ela iniciou com mais afinco seu viés de escritora, o que lhe rendeu muitas viagens e meetings com gente interessantíssima, como Albert Camus.
Além de ser apresentada à Picasso e almoçar com ele e sua amante, Dora Maar, diversas vezes, em um restaurante catalão que tinha vista para o rio Sena. Em suas memórias, Simone conta que Picasso "sempre os recebia com uma vivacidade esfuziante e que embora tivesse uma conversa brilhante e alegre, não se conversava exatamente com ele. Antes, podia-se vê-lo monologando".
Isso é coisa de doido total! E ele era um completo doido!!
Voltaremos!
