terça-feira, 22 de junho de 2010

REENCONTROS, OS OUTROS, IDAS E MANTRAS...


As noites continuam insones, já o blá, blá, blá anda mais focado, ao menos.
Semanas decisivas, vários dias D's. Contagem regressiva.
Não estou falando da Copa do Mundo (aliás, me sinto totalmente descontextualizada em dias de jogo do Brasil, no primeiro, estava em trânsito, só eu e mais dois na Av. Ipiranga e no último jogo de domingo, estava dormindo...).

Well, besides the world cup, há também muito trabalho mental para que não se entregue os pontos.
Ai, como é difícil lidar com os outros, ou melhor, com as limitações dos outros.
O comportamento de um reflete no outro, somos seres interdependentes, não fazemos nada sozinhos, nada.
Precisamos e necessitamos de ajuda.
Mas o que fazer quando quem mais deveria te ajudar, numa determinada situação, não está com condições para tal feito?
Aprendizado. Só pode ser isso.
Conhecer a si mesmo, para então, saber como lidar com cada 'encosto' que aparece em nossas vidas.
Neste viés, trago o primeiro mantra deste post:

"O outro é você mesmo em um mundo diferente. Olhe-o com apreciação profunda"
(Lama Padma Samten)

Atá, Lama! Não consigo só olhar com apreciação, pois o que tá em jogo e o que tá 'na reta' é o meu e não o do outro....

Catarse feita vou até os reencontros e para aquela sensação de que tínhamos nos visto ontem.
Como é bom sentir isso. A amizade profunda proporciona esse sentimento.

Dentro da temática dos reencontros trago as idas, as despedidas, mais precisamente a morte.
Uma grande amiga foi se embora deste mundo.
Refletindo sobre isso, durante o jantar de sexta à noite, eu e o amor da minha vida, chegamos àquela conclusão óbvia, mas ao mesmo tempo assustadora: a vida só se explica através da morte.
A morte é o grande enigma, podemos chegar lá do outro lado ou onde quer que seja e nos surpreendermos ao perceber que não era nada disso que tínhamos que ter feito, ou não, que era exatamente desta forma que tínhamos que ter agido, que eram justamente essas pessoas que devíamos ter encontrado...
Ou nao é nada disso, nem teremos lembranças da última existência, ela morre junto com o corpo, o que ficam são fagulhas, fagulhas de existência...
mas a vida continua...não é isso que sempre dizem quando somos deparados com a morte?

Só podemos estar aqui para ajudar os outros, para aprendermos com os outros...sim, são os outros (constantemente julgados por nós), com todas as suas limitações que nos proporcionam os maiores aprendizados durante uma existência....

Nesse mesmo papo existencial de sexta entendemos completamente a filosofia budista, que diz que precisamos ter a noção de que o mundo que nos circunda é inseparável de nós mesmos.
Ou seja, se fazemos o bem para os demais seres e para o ambiente, estamos cuidando de nosso próprio bem.
Todos estão ligados uns aos outros, todos dependem uns dos outros.
O conceito de interdependência budista também sustenta que nós – e tudo o que nos circunda – não temos a solidez que julgamos possuir.
Atribuímos identidades e qualidades a tudo e a todos (inclusive a nós mesmos) a partir de uma visão limitada por um padrão binário de gostar e não gostar, querer e não querer.

Termino com o mantra que tá, aqui, do ladinho do computador, para ser lido e lembrado em dias como esses:

"Faça uma coisa de cada vez.
Mantenha sua energia e seu corpo no mesmo e único foco
e todo o universo se tranquilizará"
(Lama Padma Samten)

terça-feira, 1 de junho de 2010

NOITES INSONES


....e no meio das madrugadas de insônia, o silêncio
é tão grande, que chega a falar...
...quase sem parar.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

ME EXPLICA COM QUE CARA EU VOU SAIR

- Não, acho que estás te fazendo de tonta, te dei meus olhos pra tomares conta, agora conta como hei de partir.

- Como, se na desordem do armário embutido, teu paletó enlaça o meu vestido e o teu sapato ainda pisa no meu.

- Se nós, nas travessuras das noites eternas, já confundimos tanto as nossas pernas, me diz com que pernas eu devo seguir.

- Se entornaste a nossa sorte pelo chão, se na bagunça do teu coração, meu sangue errou de veia e se perdeu...

- Como, se nos amamos feito dois pagãos, meus seios ainda estão nas tuas mãos, me explica com que cara eu vou sair...

- Ah! se ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios, rompi com o mundo, queimei meus navios, me diz pra onde é que ainda posso ir.

- Ah! Se já perdemos a noção da hora, se juntos já jogamos tudo fora, me conta, agora, como hei de partir.


Um dos mais belos temas que já ouvi! Enjoy it!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Um tempo OFF, mas ON!


Num mesmo dia, vários sentimentos.
Desde os mais profundos e recônditos que somente duas pessoas conseguem ter juntas até àqueles de desespero interno e solitário.

Primeiro aquela sensação de:
Como assim? me enganaram?
e depois de algumas horas, sensação de alívio:
ah! Bom, pode ter sido isso mesmo.

A mera constatação de que estou com a corda no pescoço não é o pior, o ruim mesmo é o sentimento de culpa por não ter feito antes e blá, blá, blá.
O "chicotinho" no próprio lombo é uma tendência natural em sociedades como as nossas, mas enfim, a mera constatação sobre isso, também, já ajuda a passar do plano da culpa/passado para o plano do presente/futuro.

Mas vim aqui mesmo para dizer que vou ficar um tempo off, de quase tudo e todos, mas especialmente do blog, que sempre acaba por arrematar e colocar em palavras as consequências dos meus atos.

Assim que tudo acalmar e que tiver good news, voltarei!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

BOA PEDIDA


A dica para o finde é dar uma passada nos stands da feira do Brasil Rural Contemporâneo.
Tem artesanatos lindos, comidas de várias partes do brasil, alimentos orgânicos...bebidinhas, gente de várias regiões do país...enfim, aquele clima de efervescência cultural no ar!
Montaram uma estrutura bem legal no cais do porto, com um enorme deck que vai do primeiro pavilhão até o último e mesinhas com guarda-sóis brancos, com vista para o por-do-sol do Guaíba...

Passei lá hoje à tardinha para garantir os ingressos para o show do Monobloco, no domingo, e me surpreendi com que vi.

domingo, 9 de maio de 2010

RETOMAR RELAÇÕES


Bom perceber que os relacionamentos duram.
Falo das amizades, especialmente.
Elas mudam, tomam caminhos tortuosos e inesperados,
mas o bom mesmo é se dar conta de que permanecem.
A grande diferença das relações amorosas e das relações de amizade é que na segunda não se avisa que acabou. Ela simplesmente termina com o tempo, nunca se rompe com um amigo como se rompe com um namorado ou marido. É estranho isso. Parece que não se quer acreditar que aqueles anos de convivência terminaram, pois fica tudo e todos no silêncio, no vácuo.
Retomar relações, no sentido de 'manutenção' está no cerne da durabilidade das amizades.
Não há relação sem se fazer um constante 'gerenciamento' sobre ela.
É fácil fazer novos amigos, difícil mesmo é mantê-los por mais de uma estação.
Sim, alguns amigos chegam para ficar pouco tempo, cumprem sua função e seguem por outros caminhos, diferentes dos nossos.
Não é desses que estou falando, me refiro aos amigo de anos, aqueles que já passaram vários momentos ao teu lado, acompanharam tuas mudanças e conquistas.
São com esses amigos que conseguimos nos ver refletidos quase sem distorções.
Afinal, foram eles que estavam ali, sempre com o espelho na cara e na fala, nos momentos mais turbulentes e também nos mais felizes.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Saudades de quem fui ou de quem poderia ter sido...


Na turbulência de uma semana atípica, deu saudade.
Saudades de pessoas, acontecimentos.
De estações já percorridas e também das que virão.
Saudade do que eu era ou do que eu poderia ter sido.
De eu mesma num outro momento, diferente do aqui e agora.
Olhar pra trás e ver que tudo acontece na medida e no tempo das possibilidades dá medo.
Não adianta fingir, ela tá presente.
Qual será "a cura do meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto
de tudo que eu ainda não vi?"

quarta-feira, 21 de abril de 2010

VÍCIOS


Logo aqui do lado, descendo a ladeira, tem uma padaria maravilhosa, uma verdadeira tentação para espíritos como o meu, que estão em fase de escrita de dissertação e que necessitam de muito café...e outras cositas mais.

O feriado está sendo na frente do computador, super tentando optar por caminhos conceituais. Escolher sobre o que falar é fácil, difícil é escolher o que falar sobre aquilo que se escolheu.

Mesmo sabendo que toda escolha é uma perda, pois deixa-se de lado vários vieses que podem ser relevantes, não tem jeito, estou tendo que optar.

Optei por ir logo ali, na padaria, almoçar, espairecer um pouco, tomar café e ler o jornal do dia.

"E então pensei em minha vida. E de como a gente não faz aquilo que a gente sabe que devia fazer. E que tudo que a gente adia vicia" (José Pedro Goulart, na crônica A Flor, na Zero Hora de hoje)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

ANTES TARDE DO QUE SEMPRE


Nunca simpatizei muito com declarações de amor explícitas.
Sempre fui mais do 'eu te amo' ao pé do ouvido.
Talvez por medo da exposição exagerada.
Ou simplesmente por preferir ações em prol da relação mesmo do que atitudes/expressões ditas no fuvor da paixão.

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Tudo começou em setembro de 2004, quando ela partiu para uma viagem fora do país.
Era a viagem de seus sonhos, durante anos visualizou aqueles meses longe de tudo e de todos.
Ela nunca imaginou que aquela temporada no exterior se tornaria na primeira e na mais louca viagem para o interior de seu próprio mundo.
Sem expectativas nas bagagens, apenas com alguns trocados e um inglês 'yázigiano', lá se foi ela, cantarolando, sem olhar para trás.
Em seu ingênuo pensamento, ela estava apenas indo para um país desconhecido.
Já no primeiro vôo da conexão conheceu um coadjuvante importantíssimo.
Nem passou por sua cabeça que aquela pessoa seria a peça chave ou o elo de ligação entre ela e ele.
Seu insconciente já havia dado vários sinais, mas ela insistia em acreditar que não iria e nem queria se apaixonar.
Duas semanas depois, lá estava ela, olhando para ele, desconcertada e completamente apaixonada!
Ele era o amigo íntimo do moço do vôo, também era o amigo da conhecida dela do colégio, no Brasil, a mesma que havia lhe dado o e-mai dele; era aquele que pegava o mesmo ônibus, que morava perto, que estudara na mesma escola de inglês em Auckland...
As intrigantes e instigantes coincidências, naqueles dias, foram as responsáveis pela sensação de estranheza e pelos constantes questionamentos.
Um convite para um chimarão se tornou num dos momentos mais especiais da vida dela.
Enquanto ele falava, ela servia o mate e tinha devaneios.
Naquela noite, ela não conseguiu dormir enquanto não escreveu em seu caderno de anotações. Fez a catarse e adormeu. Sonhou com ele.
Na verdade, sonhou com a alma dele e dela. Juntas. Entrelaçadas.
Ela acordou sem saber onde estava. Cheia de dúvidas, mas ao mesmo tempo leve, solta, querendo saber se a viagem com os amigos, no final de semana, iria sair mesmo.
Por incrível que pareça a ida dele dependia de chuva. Chuveu.
Foi a primeira de muitas viagens juntos.
A sensação era de que já se conheciam de muitos anos.
Para além das afinidades entre os dois, houve conexão, de almas.
Tudo já estava organizado para que na volta da viagem ele se mudasse de cidade.
Ele foi. Ela ficou.
Foi só o curso de inglês acabar que lá foi ela, atrás dele.
Ficou um final de semana e seguiu para outro destino.
Apesar de apaixonada dizia para si mesma 'essa viagem é minha, não quero mudar o rumo dela por causa dessa paixão'.
Uma semana depois, lá estava ele, atrás dela.
Moraram dois meses juntos, num lugar inesquecível e onde conheceram pessoas muito especiais.
Depois, lá foi ela de novo, para outro destino, sozinha, em busca de si mesma.
Não sabia porque ia, só sabia que tinha que ir.
Descobriu que a solidão por opção é muito mais pesada do que parece.
Mas também descobriu-se.
Um mês depois, lá estava ele, indo resgatá-la e levando-a para a ilha da magia.
Veio o Reveillon. Juntos. Sem muitos fogos. Festa estranha com gente esquisita. O day after foi regado a 'strip pool' e gente maluca, muito maluca.
A partir daí estava selada a viagem a dois.
Foram 4 meses intensos dividindo o mesmo teto, ou melhor, a mesma barraca, o mesmo trailer, o mesmo carro, os mesmos amigos, o mesmo trabalho, as mesmas refeições.
Se conheceram...se estranharam...se amaram...
Eram conhecidos por todos como o casal 'meant to be'.
A 'casa' deles estava sempre cheia de amigos doidos, ávidos por risadas, conselhos e música.
Ela nem sempre entendia a forma dele de demonstrar carinho. Ele desconfiava daquilo tudo. Eram as eternas trocas, fundamentais para o alicerce e a base da relação.
Ele tinha que voltar para o Brasil. Ela ficou. Foi para a cidade grande.
Retomou contatos do início da viagem. Tentou se adaptar sem a presença dele.
Conheceu pessoas muito legais, talvez as mais profundas e interessantes de toda a viagem.
Através dessa distância física estabeleceu-se a confiança entre eles.
Dois meses depois, ela voltou para o Brasil, morrendo de saudades.
No aeroporto, entre vários rostos, lá estava o dele, esperando por ela.

-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Desde que esse blog teve início sou estimulada por 'ele' para contar essa história ou de certa forma 'cobrada' para, de alguma forma, mostrar que existe 'ele' em minha vida.

As justificativas sempre foram as mesmas: 'não acho legal expor as nossas coisas', 'quem nos conhece sabe da nossa história' ou 'o blog não tem esse objetivo' e por aí vai.

Hoje, não tenho mais medo da exposição exagerada e nem receios em 'botar a boca no trombone' e gritar bem alto:

EU TE AMO!

segunda-feira, 29 de março de 2010

ESSES OUTROS, POBRES OUTROS...


Over and over again, os outros.
Sim, os outros que me atingem ou seria eu que me deixo atingir?
Não, os outros porque possuem uma visão limita, restrita e tão inconsciente que nem sabem que estão atingindo, mas estão.

Enfim, os outros, porque são a partir deles que nos vemos refletidos ou vai ver sou só eu que me deixo levar.
Não é que me deixe levar, mas me incomodam.

Me incomodam esses outros que não são gentis, que sempre que podem fazem questão de exercer poder e que não enxergam um palmo além do seu próprio umbigo.
Me incomodam aqueles que olham tudo através da mesma perspectiva anos a fio, que não entenderam ainda que só depende deles alterarem seus estilos de vida e assim vão se tolindo, encolhendo...até ficarem tão chatos e mesquinhos que ninguém quer chegar perto.
Engraçado como isso se reflete no semblante desses outros.
O corpo fala.
A linguagem não verbal é reveladora quando se trata deles.
Dizem algo, mas mostram o contrário, através de gestos e do olhar.
São as sutilezas que não precisam ser ditas, são apenas sentidas ou simplesmente confessadas através da liguagem corporal.

Esses outros tendem à inveja, ao pessimisto, à depressão, ao mau humor, à insônia, ao isolamento, à solidão....enfim....tendem a enxergar toda a sua vida e seus contextos por uma ótica nociva e consequentemente se tornam pessoas amargas, ressentidas e até àsperas, se formos entrar no ramo das texturas.

Quando questionados se não estão sendo negativos demais, esses outros possuem vários argumentos, dentre eles de que não estão sendo negativos e sim realistas!

Minha resposta para esses outros poderia ser esta:

"A realidade é fruto de nosso trabalho mental, ela sempre vai tender a contornos de quem a observa e escolhe o quê e como observar.
Não existe o lá fora, sem existir o aqui dentro. De onde vem a criação da realidade senão de dentro da gente? A paisagem não muda, mas nossa interpretação sobre ela, sim"
(Trecho do livro Efeito Aranha, 2007)

segunda-feira, 1 de março de 2010

SUNSET VOYEUR


Olhar pelo buraco da fechadura.
Ver sem ser visto.
Mais do que um mero BBB, em que a espiadinha é compartilhada, também, por milhões de telespectadores, o 'ver sem ser visto' é quase como um deleite.
Ouvir sem ser visto também acontece (ainda mais com um casal de vizinhos como o meu).

Im a sunset voyeur, lí esta frase numa camiseta dia desses e me identifiquei.
Sempre fui uma adoradora do Sol e de toda a sua força, tanto que nos meus idos 16 anos fiz a primeira e até agora única tatuagem em homenagem a ele. Não é um desenho de sol radiante. Ele é até meio brabo, meio sisudo e só em preto. Para tentar amenizar com a sua antipatia, criei um conceito e digo que o meu solzinho (não tão inho assim), nas costas, só sorri pra quem convém ou pra quem me convém.

Mas vim aqui mesmo pra dizer que apesar de ter um sol eterno no meu corpo, ando mais da noite. Ainda mais de noites de lua cheia como essas. Ando mais da lua, de lua por assim dizer.
Uma noite da caça e outra do caçador.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

UM SINAL DE FUMAÇA


E no silêncio das águas de fevereiro um simples sinal de fumaça alivou um pouco as tensões.
Não que tudo se resolva assim, com uma singela resposta.
Existem ainda muitos processos, engrenagens psicológicas e tentativas e mais tentativas para que a 'coisa' realmente engrene.
A questão é o grau de importânica que 'isso' tem pra mim, ou melhor, o grau de dificuldade que eu coloco 'nisso'. Não é fácil, não. Mas também não é um bicho de sete cabeças.
Talvez umas seis só...
Trabalhar no delay, no calor e fazendo esforço pro pensamento não desviar é um exercício diário ao qual me proponho....

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Acho que estou sentindo falta das corridas na esteira da academia, aqui em frente de casa.
Os 4 dias off do carnaval se estenderam para uma semana de não corrida e começo a perceber que correr é um vício mesmo. Saudável ao menos.

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Num breve bate papo no msn (que eu não tenho, mas tenho) com uma amiga, constatei mais uma vez o quanto os outros são espelhos para nós, servem de modelo (para o bem ou para o mal, diga-se de passagem).
É que essa amiga querida está descobrindo um mundo novo cheio de possibilidades e fiquei feliz em saber que dei um empurrãozinho para que esse universo paralelo e que está bem diante dos nossos olhos se abrisse para ela.

Não sei exatamente qual foi o meu papel nesse momento que ela está passando. Acredito que eu tenha sido aquela pessoa que apertou o botãozinho do start, ou melhor, ela apertou sozinha, mas de certa forma, acho que que servi como exemplo, como espelho.
Sensação boa essa, já que nesse caso, segundo o nosso papo no msn, o modelo tem servido para o bem, para o bom, para o bel prazer.
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Saudades de vir aqui!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

SEXO MATA


Era esse o nome de um dos últimos episódios que assisti do Dr.House.

As histórias/doenças cruzadas do episódio tinham como diágnóstico comum alguma DST.

Uma das DST's gerou a morte de uma mulher casada, cujo marido infiel lhe trasmitiu; outra, quase matou um senhor de 70 anos, que tinha perdoado a ex-mulher não sei quantas vezes. Mas o super house descobriu a tempo, naquelas elucubrações malucas e o salvou.

Um dos melhores episódios, talvez por trazer como temática central um dos assuntos mais essenciais para a humanidade: o sexo.
E numa noite dessas de verão, com uma amiga dessas que a gente fala quase tudo, o assunto era esse e o episódio do House veio à tona.

Papo vai papo vem, ao falarmos sobre o capital simbólico de cada um, o qual temos que estar sempre aprimorando e acumulando, já que o capital financeiro está mais distante, constatamos que o sexo perpassa quase tudo.

Levando-se em consideração que as pessoas se movem por interesses, em geral próprios, acredito que a maioria deles está relacionado com o sexo ou com a possibilidade de.

O grau mais alto de intimidade com alguém. Isso é sexo. O que seria mais íntimo do que ficar pelado na frente de alguém e deixar que lhe toquem? Não estou falando da intimidade de um casal, isso e outra coisa, estou falando que o sexo, em sí, é o grau máximo de intimidade que podemos chegar com alguém. O que pode vir a ser mais penetrante, profundo, secreto e recôndito do que o sexo? É como chegar no âmago do outro, inclusive o sexo casual tem esse mesmo potencial. Sexo é sexo em todos os níveis.

Outras pautas vieram naquela noite, naquele lugar atípico, que nunca costumamos ir, mas que rendou bons momentos de percepção.
Sim, os outros ou a vida dos outros continuam a ser ótimos espelhos.

p.s: a foto é de Autumn Sonnichsen, uma fotógrafa muito boa, vale a pena a visita, http://www.autumnsonnichsen.com/

sábado, 9 de janeiro de 2010

VIAGENS, OLHARES E PERCEPÇÕES












Impossível ficar indiferente ou voltar ileso de um lugar como esse.
O arquipélago de Los Roques, localizado no meio do Caribe Venezuelano foi um dos lugares mais incríveis em que já estive.

Um Paraíso na terra, uma verdadeira concentração de ilhas afrodisíacas.


Em Gran Roque, ilha onde vive a maioria dos roqueanos e onde estão localizadas as pousadas, os bares e os mercadinhos há muitas quedas de luz e escassez de água doce, porém nunca falta Rum ou lagosta.

Os roqueanos são pacatos, gostam mesmo é de beber Polar Ligth (uma marca de cerveja venezuela, que nada tem a ver com a nossa Polar). Há muitas crianças em Los Roques, nunca tinha visto nada igual. Estão por toda parte e vão a todos os lugares, os carrinhos de bebês podem ser avistados sempre na praça, nas casas, nas festas de rua. Impressionante como procriam os roqueanos. É, realmente a ilha é afrodisíaca não somente para os turistas.

Viagens, viagens. Sempre tratam de mudar algumas percepções ou de reafirmar algumas certezas. Desconectam e conectam ao mesmo tempo. Essa viagem me proporcionou uma sensação maior de segurança, me mostrou com clareza que a única certeza são as incertezas.
Confesso que agora, neste exato momento, estou vivendo uma espécie de depressão pós-trip. Difícil voltar à rotina, ao cotidiano e ao ritmo de antes.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

MEU AMIGO SECRETO


...entre outras características, considero o meu amigo(a) secreto(a) inteligente, porque inteligência, pra mim, não tem a ver com os anos de estudo ou com o grau de instrusão. Inteligência tem a ver com a maneira com que essa pessoa conduz a sua vida de forma que lhe proporcione mais alegrias do que tristezas, mais ganhos do que perdas. É claro que essa pessoa já passou por tristezas e perdas, mas a forma com que o meu amigo(a) secreto(a) administra a sua trajetória lhe traz muito mais prazeres e contentamento do que fracassos ou prejuízos.

Possuo afinidade com essa pessoa. Acho importante enaltecer e perceber isto, já que não são com todas as pessoas que possuimos identificação e compatibilidade.

Acredito que independentemente do elo que hoje nos uni, seremos para sempre amigos.

Gostaria de estar tendo mais contato com o meu amigo(a) secreto(a), vivenciando mais seu cotidiano e descobertas, mas a vida é assim mesmo, algumas idas e vindas. Daqui a pouco ela trata de nos juntar com mais intensidade novamente.

Meu amigo(a) secreto(a) possui uma personalidade muito peculiar. Sua organização é meticulosa e sua tendência ao controle das situações e das pessoas as quais convive e ama é muito forte. Contudo, nos últimos meses, essa pessoa tem percebido que nem tudo está sob seu controle e que o melhor mesmo é deixar estar que tudo se ajeita.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

DESTINOS CRUZADOS


A ironia do destino me assusta.

Não que eu acredite cegamente naquela história de que já nascemos com o destino escrito e traçado, mas é que acontecem algumas coisas que só têm explicação através desse pensamento.

Voltas. Voltas. Acabamos quase sempre no mesmo lugar. Bem ali, no princípio de tudo.

Um fato muito inusitado e também preocupante aconteceu e me fez voltar para um passado de 10 anos atrás.
Não convém falar aqui o que é. Só convém falar que os destinos das pessoas não se se cruzam por acaso, eles precisam se cruzar.

Ai entra toda uma cadeia de acontecimentos - a chain of reactions - que traduz bem a questão da condicionalidade. Se eu não tivesse encontrado tal pessoa eu não teria conseguido tal emprego, que não teria me levado para uma viagem no exterior.....e por ai vai....

Se pararmos pra pensar nesses encontros, é bem provável nos darmos conta de que o que vale mesmo são os pequenos acontecimentos, aquela mínina conversa com alguém que te levou a um pensamento e consequentemente a uma ação.

Nessa ironia toda do destino, só me resta entender os motivos pelos quais esse destino 'trabalha'. Será que é naquele conceito de que 'tudo que fizeres para alguém volta, ou se te ajudaram, um dia também vais ter que ajudar'? Acredito que sim, é claro que não necessariamente vem tudo na mesma moeda. Vale aí a percepção de cada um para identificar quando e porque certos destinos e pessoas acabam 'involuntariamente' cruzando a nossa vida.

domingo, 6 de dezembro de 2009

O VITOR E A PERMISSÃO


Volta e meia o Vitor Ramil me acompanha, não necessarimente ele, obviamente, o que acredito que não seria nada mal, mas suas canções.

É um vai e vem de encontros e desencontros.

Alguns deles são regados com doses de melancolia até mesmo nostálgicos, outros são como pequenas descobertas.

Sempre achei a música Estrela, Estrela uma das mais conhecidas e, talvez por isso, nunca me 'detive' muito nela. Mas de uns dias prá cá, tô achando ela linda de morrer.

Acho que nunca tinha parado pra prestar atenção na letra.

Não há nada melhor do que se permitir (e não se negar, parafraseando um amigo) para que músicas como essas possam realmente soar como poesias musicadas.


Estrela, estrela
Como ser assim?
Tão só, tão só
E nunca sofrer
Brilhar, brilhar
Quase sem querer
Deixar, deixar
Ser o que se vê...

No corpo nú
Da constelação
Estás, estás
Sobre uma das mãos
E vais e vens
Como um lampião
Ao vento frio
De um lugar qualquer...
É bom saber

Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs

Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui...

Eu canto, eu canto
Por poder te ver
No céu, no céu
Como um balão
Eu canto e sei
Que também me vês
E aqui, aqui
Com essa canção...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

PREFIRO AS QUARTAS-FEIRAS

"Que bobagem falar que é nas grandes ocasiões que se conhece os amigos! Nas grandes ocasiões é que não faltam amigos. Principalmente neste Brasil de coração mole e escorrendo. E a compaixão, a piedade, a pena se confundem com amizade. Por isso tenho horror das grandes ocasiões. Prefiro as quartas-feiras." (Mário de Andrade)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A VIDA DOS OUTROS


Tenho percebido com mais clareza como funciona o pensamento dos outros, ou melhor, das pessoas com as quais convivo.
Acredito que isso se dá pelo fato de estar percebendo com mais nitidez o meu próprio funcionamento.
Uma coisa reflete na outra.

É impressionante como somos óbvios.
Tenho sentido isso, essa obviedade de ações, de falas, de comportamentos.

À medida que se conhece uma pessoa e a sí próprio, perceber o funcionamento do outro fica fácil.
É quase como uma prática diária, pois como é inerente ao ser humano se relacionar - e na maioria das vezes se tenta fazer isso de uma forma saudável -, o que acaba acontecendo é que ao distinguirmos o funcionamento do pensamento do outro, criamos certos desvios ou caminhos, fazendo com que a relação fique mais fluída e menos truncada.

Relações humanas, sempre pauta por aqui, mas ninguém quer morrer na praia sozinho, honey, nem mesmo aquele que tem a auto estima lá no ALTO.
Não estou somente no mérito das relações amorosas, estou falando das relações de amizades, de trabalho, familiares e por aí vai.

Nesta semana aconteceu um fato desses no trabalho. Depois de um longo discurso, quase eloquente do 'outro'. Eu, em apenas uma frase, matei a charada do inconsciente do 'colega'.

É, realmente a 'vida dos outros', por vezes, é bem mais fácil de ser decifrada do que a nossa própria. Minha frase foi bombástica. Tanto que antes mesmo de falar eu disse que me retiraria da sala logo após pronunciá-la. E foi exatamente o que aconteceu. Falei e Zarpei!
E pensando sobre isso, aqui, sozinha, tomando uma taça de vinho, percebo o quanto sou previsível e que o velho freud tinha toda razão quando dizia que nada é por acaso, que nossos processos mentais não são meros eventos e que se os comportamentos e as ações não estão no consciente elas derivam das conexões do inconsciente.

Matar a charada do insconsciente dos outros é bem mais fácil do que matar a nossa!
O importante mesmo é continuar tentando, pois o repertório tende a se repetir over and over again!
Fui!
Bom finde!
p.s: o filme ' A vida dos outros' é imperdível!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

MARCELA REICHELT EM CARTAZ


Para quem vai ou está em Floripa é uma boa pedida!
O espetáculo é gratuito e para um público pequeno.
Data: Sexta e sábado, dias 30 e 31 de outubro de 2009
Hora: 21h
Local: Sesc Prainha- Travessa Siryaco Atherino, 100
Centro. Florianópolis

OCCO
Olhar para o corpo no tempo e conjugar os pensamentos coletivos inerentes à ele. Lentidão como escolha. O peso da leveza. Sutilezas e miséria. Posse e possibilidade.

Occo retrata a imagem social do corpo. Marcas adquiridas com o tempo e propostas pela cultura que alimentam esse corpo. O corpo é a principal marca identitária.

Escolhas implícitas de um cultivo cultural. Escuta automática e com ruídos. Aceitação condicionada aos padrões de imagem estabelecidos na sociedade.

Vontade de pensar no tempo para aceitar os resquícios adquiridos com o passar do tempo no corpo. O tempo condiciona a opinião do olhar e reflete através da escrita corporal. Escuta interna e visão do externo.

Corpo ferramenta para explorar dança, movimento, e pensamento. Eu utilizo o meu, com as minhas marcas e digitais.

Em homenagem à bailarina Gica Alioto.
Duração aproximada: 45 min

Ficha Técnica
Criador- Intérprete e Direção: Marcela Reichelt
Assistente de direção: Tiago Romagnani
Pesquisa de imagem : Anderson João Gonçalves e Marcela Reichelt
Fotografias: Maurício Giraldi
Criação vídeo: Anderson João Gonçalves e Tiago Romagnani
Trilha sonora: colaboração de Diego de los Campos
Figurino: Marcela ReicheltI
luminação: Marcos Klann
Fotos divulgação: Cristiano Prim e Tiago Romgnani

Esse trabalho foi inspirado nos ensaios sobre a subjetividade contemporânea de Denise Bernuzzi de Sant'Anna e desenvolvido no Projeto Mergulho no Palco, com bolsa para criador intérprete na cidade de Florianópolis (Julho 2007).
O espetáculo já participou do Conexão Sul em Curitiba (2007) e na III Mostra de Dança Contemporânea de Unipar, na cidade de Umuarama (Maio2008), além de já ter sido apresentado no SESC Prainha Florianópolis no Projeto Palco Giratório ( Set. 2008).

O espetáculo OCCO será apresentado dia 07 de novembro na Bienal Sesc de Dança de Santos (SP)
Occo foi selecionado pelo edital Elisabete Anderle do Estado de Santa Catarina para circulação em 2010.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ESPERANZA SPALDING


Ela tem só 24 aninhos e manda muito bem.
Talento não tem nada a ver com idade.
É de se apaixonar a primeira vista ou na primeira nota.

Essa versão da música do Steve Wonder ficou linda de morrer!!

Enjoy it!

O site também é digno de uma visita: http://www.esperanzaspalding.com/
p.s: indicação de Isabelita Perón.




Over time
I've been building my castle of love
Just for two
Though you never knew you were my reason
I''ve gone much too far
For you now to say
That I've got to throw
My castle away
Over dreams
I have picked out a perfect come true
Though you never knew it was of you I've been dreaming
The sand man has come
From too far away
For you to say come
Back some other day
And though you don't believe that they do
They do come true
For did my dreams
Come true when I looked at you
And maybe too if you would believe
You too might be
Overjoyed
Over love
Over me
Over hearts
I have painfully turned every stone
Just to find
I have found what
I've searched to discover
I come much too far
For me now to find
The love that I sought
Can never be mine
And though you don't believe that they do
They do come true
For did my dreams
Come true when I looked at you
And may be too if you would believe
You too might be
Overjoyed Over love
Over me
And though the odds say improbable
What do they know
For in romance
All true love needs is a chance
And maybe with a chance you will find
You too like
IOverjoyed
Over love
Over you
Over you

terça-feira, 13 de outubro de 2009

50 +


Desde março participo da Rede Social de atendimento a criança e ao adolescente da Lomba do Pinheiro, uma região com alto índice de violência, drogadição, vulnerabilidade social...etc...etc... aqui de Poa. Cheguei lá em função do mestrado, mas cada vez mais percebo que não foi só por isso.

Hoje, a reunião foi totalmente atípica. A pedido da convidada e palestrante do dia, não começamos nos apresentando rapidamente, como sempre fazemos: nome e entidade ou órgão governalmental que se representa ou trabalha. Cada um de nós (uns 30) fizemos uma introdução mais detalhada, explicando o que nos trouxe até ali, quais eram as nossas ideias em relação ao trabalho que desenvolvemos fora dali e de que forma ele se articula com a Rede.

Na minha vez, tentei explicar o quê a comunicação pode vir a trazer para a Rede Social em questão, algumas de suas implicações e porque a imprensa pauta (ou não) a temática das Redes Sociais. Enfim, uma pouco das questões norteadoras do projeto de qualificação do mestrado (que já está atrasado e difícil de sair....)

Well, mas a questão que me trouxe aqui era a pauta da reunião de hoje: uma professora que iria falar sobre educação. Para minha surpresa, quando cheguei no Conselho Tutelar da Lomba do Pinheiro (local em que ocorrem as reuniões mensais) me deparei com uma senhora, de cabelos brancos e corpo forte, de 81 anos, que nos colocou frente a frente com questões das quais nunca havíamos pensado antes, ali, nos encontros da rede.

E no meio de seu discurso, de suas magníficas associações e de seu poder de enxergar a totalidade das situações, me questionei: será que daqui a 50 anos eu teria a ousadia de estar ali? Falando para psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, professores, dirigentes de ongs, representantes governamentais, jornalistas que aquilo que estávamos fazendo era importante?

Será que aos 81 anos de idade terei o semblante e a coragem desta mulher? Que continua a lecionar e tem uma fome de aprender sem tamanho (tanto que ela pediu que nossas apresentações fossem mais detalhadas, pois anotava tudo o que cada um dizia num caderno)

81 anos... e cheia de vontade de saber mais. Questionou, articulou e fomentou o debate como somente os bons professores sabem fazer...

Ela contou sua história de vida e ao mesmo tempo nos deu uma verdadeira lição de vida.

Nem cabe aqui eu descrever o currículo dessa senhora (que inclui formação em piano clássico, Phd e residência no exterior, algumas faculdades, professora do ministério público...), que só o fez porque pediram, vale sim ressaltar as suas últimas palavras: não desistam, fiquem juntos!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

HUMAN RELATIONSHIPS


Transcrição de uma das muitas conversas/entrevistas que gravei para escrever o primeiro livro como Ghost....
Terapia de ‘joelhaço’, como diria uma amiga psiquiatra.



Interlocutor 1: Sucesso e realização pessoal são coisas diferentes, hoje ter sucesso é ser bem resolvido financeiramente, ter estabilidade, poder adquirir coisas materiais... a realização pessoal nem sempre está ligada à isso....realização pessoal está ligado ao que vem do interior e não do exterior...
Eu acho que muitas vezes colocamos todas as soluções dos problemas em algo exterior, fora de nós, quando que a solução está justamente no oposto disto... ou tu achas que, por exemplo, mesmo tendo passado num concurso público, estar ganhando bem e tal, tu não vais continuar com os mesmos questionamentos em relação a ti mesmo e aos outros?

Interlocutor 2: Bom, ai entra a idéia das hipóteses, uma delas poderia ser que mesmo tendo se esforçado e passado num concurso publico, sempre entram outras questões e desejos, especialmente aqueles que não escolhemos, como por exemplo, porque não me esforcei mais e não fiz medicina?

Interlocutor 1: é, assim como ouvimos ontem na palestra, podemos tudo o que quisermos, não temos limitações, somos capazes de qualquer coisa, inclusive de coisas horríveis....mas fora desse conceito de limitações, existe outra coisa que é o nosso emocional, as nossas limitações emocionais, e nisso incluem-se várias coisas, as briga com os familiares, as cobranças, o peso que colocamos nas coisas, o rancor, a mágoa que certas situações ocasionam...

Interlocutor 2: Se não estivermos preparados emocionalmente para agirmos de certa maneira, nunca vai dar certo, por mais que eu esteja me propondo e querendo, pois o que entra em jogo ai é o emocional, em saber lidar com as adversidades e com as pessoas que pensam diferente de ti, mas que te complementam de certa forma...

Interlocutor 1: Lembrei da entrevista com o praticante do zen budismo que disse uma frase que adorei: “Quando você discorda de mim eu não te considero meu inimigo, mas meu complemento”....

Interlocutor 2: O que significa que por mais que a gente ache que os outros agiram errado em certas situações, isso tem que ser levado como teu complemento, não como algo que te enfraquece, por que te deixa com raiva, com desilusão.... interessante seria pensar que eles também sofreram “imputs” de várias lados e de várias pessoas para serem quem são e terem a personalidade que tem.....assim como nós....que somos assim pelo que já passamos, pelo o que vivemos na infância, na adolescência e por ai vai....

Interlocutor 1: Mas saindo da generalidade e indo para o pessoal, o que percebi nas palavras que foram ditas ontem de noite, aqui em casa, foi muita mágoa e por mais que seja duro acreditar nisso, agora, o que pode fazer com fiques melhor em relação à isso é aceitar as pessoas como elas são, não querer mudá-las, isso é aceitação, é perdão, humildade....
Vai lá, fala com eles, mas tens que ir de peito aberto, sem pedras na mão, só com amor....é só ele que pode te deixar melhor nesse momento que tu tá passando....

Interlocutor 2: Talvez seja por isso que eu me distancio das pessoas que gostam de mim, não deixo que elas se aproximarem muito porque acho que não vou conseguir corresponder a altura, ai acabo me fechando.

Interlocutor 1: é, partindo do princípio de que tudo depende da gente e de que as mudanças só saem dos planos das idéias com ações, eu acho que isso seria uma ação mais do que honrosa da tua parte....ir lá.....tu já mandou flores, o que foi uma declaração de amor silenciosa, só falta olhar no olho, abraçar, ser amada...deixar que os outros te amem....
Sinto que o que tu mais quer é afeto, mas tu cobra por ele, justamente das pessoas que tu mesmo parece querer te livrar, o que na verdade é o oposto, o que tu mais quer é o afeto deles, para isso tu tem que fazer a tua parte...

Interlocutor 2: Difícil tudo isso, sem dúvida, todo mundo errou nessa briga, já falamos sobre isso, também fui infantil.

Interlocutor 1: acho que se tu te abrir quanto a isso vai ser melhor, tu vais tirar um peso de ti, pois a percepção que tenho é que carregas um fardo, mas que fique bem claro, que esse fardo tu carregas por que tu queres, pois a situação pode ser mudada, a qualquer hora, só depende de ti.

BRINCADEIRA DE CRIANÇA





Nada mal essas casas de árvores.
O inventor é um arquiteto alemão, Andreas Wenning, que justifica sua criatividade através do que não teve "Nunca tive uma casa na árvore quando criança, mas sempre gostei de espaços pequenos. Curto a simbiose entre arquitetura experimental e natureza”, afirma. (revista Trip, set. 2009)

Se todas as nossas faltas refletissem 'construtivamente' assim....

Well, ele iniciou a desenvolver esse tipo de construção em 2003 e hoje é considerado um dos maiores especialistas do mundo em treehouses. Já ergueu casas assim nos EUA, Europa e também no Brasil, em Curitiba. Recentemente lançou um livro apresentando 35 projetos.

Aposto que não são só crianças que brincam nesses aposentos...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PATRÍCIA VILELA EM CARTAZ




Estreiou no dia 17 de setembro, o espetáculo "Safo", de Ivam Cabral, livremente inspirado no poema "Safo ou o Suicídio", de Marguerite Yourcenar e em Virginia Woolf.

A peça, interpretada por Patrícia Vilela e dirigida por Silvanah Santos estará em cena no Espaço dos Satyros Um (SP), às quintas-feiras, sempre às 21h30.

"Safo" é uma das dez peças indicadas pela revista Bravo deste mês.

"A peça mistura elementos contemporâneos e de época com recursos sonoros e visuais, resultando num híbrido de linguagens. Esse híbrido se justifica na medida em que Safo era, para o seu tempo, uma artista-pedagoga de múltiplas linguagens. Em sua escola, as jovens aprendiam dança, poesia, música, etc. A trilha sonora é trabalhada com elementos do pop, de Nico à Amália Rodrigues, em um desfile de vozes e expressões femininas." (retirado do release do espetáculo).

Desde que recebi o material de divulgação, que achei lindo por sinal, fiquei doida pra postar e mais doida ainda para ir ver ao vivo e a cores, essa prima querida, que muito me encanta com seu jeito louco e teatral de ser.

Em breve estarei por Sampa para prestigiá-la. Me aguarde!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

SABER AMAR....

...é deixar alguém de amar....

Definitivamente. Gosto de quem gosta de mim.
Inevitavelmente. Me apego à essas pessoas.

...todas as formas de se controlar alguém só trazem um amor vazio...
...saber amar...é saber deixar alguém te amar...


terça-feira, 1 de setembro de 2009

"E existe a trajetória...em matéria de viver nunca se pode chegar"


A frase da Clarisse Lispector no título resume bem a pauta de hoje.

A travessia da felicidade.

Tema mais do que polêmico. Mas tenho cá pra mim que a felicidade está muito mais intimamente ligada ao fazer do que ao ter. Até mesmo porque para ter é preciso fazer.

Parece óbvio.
Acontece que na prática e nas conversas cotidianas que ouço por ai, revela-se o contrário: "quando eu conseguir comprar aquilo ou quando eu tiver terminado aquilo outro ou quando eu emagrecer sei lá quanto ou quando eu conseguir passar num concurso público, ai sim, terei conquistado a felicidade"

Marisa Elzirik, psicolóloga, doutora em Educação e coordenadora do Comitê de Pesquisa e Sociedade de Psicologia da UFRGS diz que "...a felicidade não é um humor ou um estado de ânimo, por mais exaltados e duradouros que sejam, mas o resultado de uma vida bem conduzida, ou seja, das escolhas e valores que definem nosso percurso. Jamais será um estado final, que se possa adquirir e tomar posse de uma vez por todas"

Simples e direto assim, o que ela quis dizer é que não adianta a gente ficar colocando tudo lá pra frente, porque o que tá pegando agora, vai continuar pegando lá na frente se não percebermos que nossa conduta atual está nos prejudicando ou que temos que AGIR ao invés de ficar somente no plano das ideias....

Ainda no mesmo artigo ela fala que a felicidade é uma atividade como qualquer outra, que se cultiva e que se constrói e que, por alguns momentos, se conquista e se desfruta. A felicidade é sempre fonte de alegria, mas está sempre a exigir de nós empenho, amor e contínuo recomeço...

ah os recomeços!!! Eu volta e meia falo deles e acho que é fundamental nos darmos conta das inúmeras vezes que recomeçamos na vida. Não é à toa que todos os recomeços pressupõem términos ou no mínimo uma mudança na forma com que encaramos cercas situações no nosso dia-a-dia. Há vários níveis de recomeços e de términos.

Mas ainda na pauta da felicidade "... escolher a si mesmo, em termos de uma ética e de uma estética de si, significa que não se escolhe apenas seu amado, mas toma-se a si mesmo como amante".

O mais legal nesse texto é que ela vai conduzindo a questão para o lado bem íntimo e pessoal mesmo, aquela história de que o que é a travessia da felicidade para mim pode não ser para você. Nessa parte ela fala sobre a consciência das escolha que fazemos, que ela sempre está presente ao se fazer a opção, mas que é a continuidade da vida, ou seja - a seqüência dos compromissos assumidos - que qualificará a escolha como decisão.

No final ela utiliza a metáfora da viagem e cita Nietzsche, dizendo que ele aconselhava conceber o pensamento sob o signo da viagem e não sob o signo da parada, que seria uma das maneiras de fugir do imobilismo. É como trocar de pele ou olhar diferentemente para o que se conhece. Exercitar um olhar viajante, um olhar estrangeiro.

E continuando na metáfora das viagens ela termina: "Viagens supõe distância, proximidade, tempo, espaço, inclusões e exclusões, extensões - potência de estar em algum lugar - um entre/passagem. Supõe também saltos e rupturas, supõe riscos, desassossego, vertigem. Viagens assim têm um preço, que é a nossa própria transformação"

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

MELHOR VÍDEO UNIVERSITÁRIO BRASILEIRO









O documentário BASE, de direção de Beto Rodrigues ganhou o Galgo de Ouro de Melhor Vídeo Universitário Brasileiro, através do voto popular, no 17º Gramado Cine Vídeo. A premiação ocorreu na última sexta-feira, dia 14.

O documentário foi produzido pelos alunos da disciplina de Documentário do 5º semestre do Curso de Jornalismo do IPA, de Porto Alegre.

Além de retratar as nuances que caracterizam as categorias inicias/base no futebol, “o vídeo mostra o sonho de ser jogador de futebol como uma das possibilidades mais concretas de resgate da cidadania para as famílias e jovens jogadores que desejam oportunidades de crescimento social. O trabalho retrata o desejo dos jovens em obter sucesso através desse esporte, a preparação e a inserção na sociedade”. (
http://www.gramadocinevideo.com.br/).

Na edição deste ano, o Festival teve mais de 1100 trabalhos inscritos, produzidos por realizadores de todo Brasil. O Galgo de Ouro foi entregue para as categorias Vídeo Universitário Brasileiro, TVs Universitárias Brasileiras, Vídeo Independente Brasileiro e Vídeo Universitário Gaúcho.

As imagens da premiação estão ai em cima e um pouquinho do vídeo ai embaixo.
Só para dar água na boca!
A trilha sonora foi composta especialmente para o documentário. Tá mais do que especial a levada!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DESPEDIDAS E ESTAÇÕES


Despedidas em geral mexem comigo.

Desde que fiz a primeira é até agora única viagem em que fiquei quase um ano fora do país, as despedidas passaram a ter outro significado.

Chorei quando me despedí dos amigos que fiz e conviví na Nova Zelândia.

Hoje, chorei esse mesmo "tipo" de choro, quando me despedí da querida Suzy, que após um ano de convivência deixou no ar aquela sensação de adeus.

Mesmo sabendo que é bem possivel nos reencontrarmos e que o mundo não vai acabar amanhã, quando nos despedimos de alguém que não mora no mesmo país que o nosso, sempre rola aquela sensação maior de desvínculo.

Não há previsão de quando voltaremos a rever essa pessoa. Algumas é bem provável que nunca mais veremos.

É na despedida, naqueles momentos finais em que a pessoa está quase indo e logo desaparece da vista que a dúvida vem à tona: quando será que voltaremos a nos ver?

Despedidas. Recomeços. Reencontros. Sim. Tudo interligado. Se retroalimentam.
Mas vamos combinar que não ouvir mais o celular tocar e não ver mais o nome da Suzy chamando para um ceva na Cidade Baixa é muito triste....hahaha

A Suzy é daquelas pessoas que deixam saudades, seja por seu sotaque francês, pelo seu jeito ímpar de dançar ou por se permitir ser quem ela é.

Se é realmente verdade que existem algumas pessoas que passam na nossa vida por uma estação, então, a Suzy foi uma das estações mais agradáveis que já ví passar.

Espero reencontrá-la em algum café de Bruxelas ou da Bretanha.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

E JULHO PASSOU....

Um mês intenso, de sentimentos a flor da pele.

Projeto Rondon.
Convivência. Paciência. Diferenças. Amizade. Parceria. Amor. Complacência.
Bem comum. Conversas. Lareira. Jogos. Dinâmicas. Choro. Escuta. Retórica. Bom senso. Intimidades reveladas. Afinidades estabelecidas.
Partilha. Coletividade. Reflexões. Observação. Personalidades. Discernimento.
Os outros como espelho. 17 espelhos.

Aniversário de 30.
Festa. Espumante. Amigos antigos. Amigos novos. Amigos que voltam. Família. Reencontros. Emoção. Felicidade estampada na cara. Foto simbólica com Pai e Mãe. Surpresas. Amor pairando no ar. Abraços coletivos. Espumante. Ressaca. Balzaca.

Deixo o Lenine e sua Paciência. Um dos grandes aprendizados que o Rondon me proporcionou.

p.s: fico feliz com os novos seguidores do blog.